A Terapia das Letras


Em fins de 2015 a pessoa que vos fala passou por um dos períodos mais difíceis de sua história. Sabe aquele momento em que tudo se desmorona de uma vez só?...Pois é...foi bem por aí. Problemas pessoais, familiares, falecimento... o pacote completo. Muito provável eu sucumbiria às vozes negativas e ecos do fracasso se não fossem por duas coisas fundamentais em minha vida: Minha Família e Meus Livros.








Sempre fui uma entusiasta da literatura, uma fanática por livros, mas confesso que só descobri o quanto um livro pode interferir em momentos importantes de sua vida depois do ano passado. 
Não se faz necessário dar muitos detalhes sobre, mas em 1 ano fui do que podemos chamar de Paraíso Astral para o mais fundo Inferno Astral...rsrs.
Totalmente perdida, sem expectativas, incapaz de sequer presumir o próximo passo adiante para efetivar qualquer mudança na minha vida, eu fiz o que já estava acostumada a fazer... eu li....sim...apenas li. 


Confesso que não lia as obras por curiosidade ou desejo, eu entrei numa espécie de modo automático...digamos assim. 
Precisava de algo que preenchesse meu tempo, ocupasse a minha mente e não me fizesse pensar tanto nas coisas ruins que me sobrevieram.
Eu estava com espaços vazios e de alguma forma quis ocupar esses espaços não com músicas tristes e suicidas de alguma banda, eu queria letras impressas, eu necessitava de histórias, precisava das muitas palavras dos autores para que suprissem a falta das minhas palavras. Eu queria suas vozes ecoando no silêncio da minha alma.

Nessa pegada li cerca de 7 livros em 4 meses. Talvez um adolescente da geração Harry Potter consiga ler até mais em um período mais curto de tempo, mas para a quase trintona aqui...isso foi um recorde...rsrs.


Por incrível que pareça, o primeiro livro que peguei no começo da maré ruim, foi um de autoajuda que na verdade nem é meu estilo de livro, mas eu precisava resenhar pro blog e acabou que o momento foi super propício. Eu comecei a me identificar em diversas situações e pegar vários trechos do livro como mantra pra minha vida... Um dos trechos mais interessantes por sinal, falava sobre sermos capitães de nossas próprias vidas, nós estamos no comando dela, nós que conduzimos o navio de nossa vida, para onde esse navio vai, depende apenas de nós mesmos. Aquilo foi realmente revelador pra mim na época.


O segundo foi um romance adolescente bem bobinho...rsrs...algo que nunca costumei ler (desde que li Crepúsculo e amei...abafa!), mas eu não queria leitura com muita profundidade, um romance caía

bem. Terminado o segundo, passei pra um livro emocionante sobre relações familiares, e depois já me sentia pronta pra ler algo mais consistente e denso, então o quinto livro foi no gênero histórico, findo o último, tratei de ler uma peça shakespeariana, nessa época já dava sinais de melhora, pois comecei a voltar a ler o estilo que mais gosto...os clássicos, pois assim que terminei Shakespeare caí de cabeça em um clássico de James Joyce.
Meu luto emocional terminou quando como última obra eu escolhi para ler...uma comédia!...Rsrs.
A esta altura eu já estava super bem comigo, não mais ferida...embora possuísse ainda algumas cicatrizes aparentes, eu sabia que só conseguiria vê-las quem chegasse muito perto.

Tem uma música que gosto muito chamada " Unlike me" que diz assim : Não há garantias nessa vida, nem para o presente, nem para o futuro.
É uma frase forte...mas muito real, não existem garantias para nada, a gente planeja, mas o que temos é o agora...nem sobre o hoje se existe certeza...a única certeza é o agora, é o momento, é o que você está fazendo agora por você e o que está fazendo agora da sua vida.

É de suma importância que se busque a felicidade agora, por mais abstrato e relativo que este sentimento possa ser, pois sobre o fim do dia de hoje não sabemos o que pode acontecer...e quanto ao futuro pior ainda. 
Eu me joguei em meus livros e encontrei nesses meus companheiros uma ótima terapia para meu momento ruim. 
A sequencia de obras lidas meio que narram essa trajetória.

Da reflexão à comédia, certo dia me descobri sorrindo e vivendo algo novo. Porque a verdade é que a vida é um constante recomeçar e se reinventar, e quando você cai em si...percebe que era bem mais forte do que pensava. E isso me faz lembrar outra música que amo, seu nome é "Moon" e finalizo esse texto com ela, para que também reflitam e cresçam com isso.

"A melhor forma de recomeçar
É errar feio
Errar em amar
Errar em ceder
Errar em criar um curso
E então realinhar-se por inteiro
E voltar ao princípio
Arriscar tudo é o fim de tudo e o começo de tudo"



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