Mr. Mercedes - Stephen King

Livro cedido gentilmente pela Editora Suma de Letras
Páginas: 400
Ano: 2016
Nas frigidas madrugadas, em uma angustiante cidade do Centro-Oeste, centenas de pessoas desempregadas estão na fila para uma vaga numa feira de empregos. Sem qualquer aviso um motorista solitário irrompe no meio da multidão em um Mercedes roubado, atropelando os inocentes, dando ré e voltando a atropelá-los. Oito pessoas são mortas, quinze feridos.
Em outra parte da cidade, meses mais tarde, um policial aposentado chamado Bill Hodges é ainda assombrado por um crime sem solução. Quando ele recebe uma carta enlouquecida de alguém que se auto-identifica como privilegiado e ameaça um ataque ainda mais diabólico, Hodges acorda de sua deprimente e vaga aposentadoria, empenhado em evitar outra tragédia.Brady Hartfield vive com sua mãe alcoólatra na casa onde ele nasceu. Ele adorou a sensação de morte sob as rodas da Mercedes, e ele quer aquela corrida de novo. Apenas Bill Hodges, com um par de aliados altamente improváveis, pode prender o assassino antes que ele ataque novamente. E eles não têm tempo a perder, porque na próxima missão de Brady, se for bem sucedido, vai matar ou mutilar milhares.


Uma nova empreitada do autor que é um sucesso mundial da literatura do terror e suspense. É claro que estamos falando de Stephen King, bastante conhecido por clássicos como O Iluminado, Carrie – A estranha, It, e por aí vai. A lista é imensa e o sucesso é sempre garantido.

Só que desta vez ele resolveu se embrenhar por uma nova senda, a da literatura policial com um personagem ao estilo hard boiled dos anos 1940/1950. E de cara, saiu com uma trilogia, onde o primeiro volume – Mr. Mercedes – já foi bem avaliado na crítica de sites especializados logo de cara. Seu lançamento nos Estados Unidos foi em 2014 e lá foi um sucesso de vendas segundo a lista do New York Times. O segundo livro da série – Achados e Perdidos – sai no Brasil, ao que parece, no final de junho e o terceiro (com título provisório em português de Fim de Turno) vem no final de julho.

O que eu vejo de complicado em se ter uma trilogia anunciada – chamada trilogia Bill Hodges –em romances policiais é que o leitor já sabe, de antemão que, por exemplo, Bill Hodges não morrerá. Mas não tira o mérito do livro.

Realmente não sei se esse sucesso se dá um tanto pela fama de King, que já é assim há muitos anos, ou se o livro em si, se ninguém soubesse que tinha sido escrito por ele, teria toda essa repercussão. Nunca saberemos. Eu nunca havia lido um livro dele, pois MORRO DE MEDO de livros e filmes de terror e, como esse é o seu gênero principal, a minha explicação é óbvia! Mas agora que eu li Mr. Mercedes, fiquei um pouquinho mais corajosa para ler um de terror, porque ele me convenceu! Eu achei o livro bom, de fato, mas não sei se era isso tudo o que eu estava esperando. Achei normal pra bom, mas não espetacular.

                          

Um policial aposentado é tirado de sua rotina de TV e cerveja por uma carta do Assassino do Mercedes, que havia sido seu último caso – ele roubara a Mercedes de uma mulher e só por “diversão” atropelou várias pessoas que aguardavam desde a noite anterior por uma oportunidade de empregos em um feirão – e Bill Hodges (o policial) não havia conseguido solucionar o caso. O assassino – Brady Hartfield – conclama para que o Hodges saia logo do marasmo da aposentadoria e se mate, uma vez que ele não será pego porque não cometerá outro crime; Hodges então resolve voltar à ativa, mas agora só tem duas opções: investigar por conta própria, sem os recursos da polícia ou entregar a carta ao seu antigo companheiro e deixar tudo pra lá. É óbvio que se ele tivesse optado pela segunda alternativa, não haveria livro... E vai colocar sua vida e de algumas pessoas próximas em risco, quando resolver bancar o “tiozão” (policiais aposentados que investigam crimes por fora) e sair por aí dando carteiradas (cobrindo com o dedão o carimbo de “aposentado”.

Bom, por partes, podemos ver alguns (muitos) pontos de valor na história: a trama e os personagens são bons, o assassino é muito bem feito, como alguns que eu assistia em Criminal Minds. Aparência de normal a feio (a quem não se presta muita atenção), tem dois “empregos” que odeia, cuida da mãe alcóolatra, com uma inteligência um pouco acima da média, viciado em computadores e ... em matar pessoas.

Quanto ao “Det. Apos.” Bill Hodges, bem, eu o achei meio esquisito. Ele tem bastante sorte – e claro que ele também tem suas manhas investigativas – mas, no geral, não simpatizei muito com ele. Os assistentes que ele arruma são muito mais eficazes e são os responsáveis por fazer as coisas darem certo. Não que eu torcesse pelo assassino, mas Brady Hartfield era muito mais organizado e tinha as coisas muito mais em seu controle.

A narrativa feita em terceira pessoa ajuda o leitor a entrar nos pensamentos dos personagens e um recurso que Stephen King usa bastante é de colocar alguns pensamentos entre parênteses para reforçar uma ideia que não seria dita em voz alta. Preciso deixar claro que Stephen King é muito bom em escrever e nos convencer de suas ideias. Não foi o tipo de livro que eu li de uma vez só, mas o suspense empregado faz com que a leitura não seja truncada; na verdade ela é fluida, mas sem que a musiquinha de Psicose fique tocando no fundo da nossa cabeça a cada cena.

Em termos gerais o livro é bom e de 0 a 5, eu atribuiria uma nota 4 para ele. E claro, quero ler Achados e Perdidos tão logo ele chegue a estas paragens.








Comentários
3 Comentários

3 comentários:

  1. Participando! Nunca esse autor, vi uma série na tv e fiquei muito curiosa

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  2. Participando! Nunca esse autor, vi uma série na tv e fiquei muito curiosa

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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