Especial Agatha Christie 125 anos: Assassinos em Série



"Uma série de dois ou mais assassinatos cometidos como eventos separados, normalmente, mas nem sempre, por um infrator atuando isolado. Os crimes podem ocorrer durante um período de tempo que varia desde horas até anos. Quase sempre o motivo é psicológico, e o comportamento do infrator e a evidência física observada nas cenas dos crimes refletiram nuanças sádicas e sexuais."

Instituto Nacional de Justiça – 1988

Os assassinos em série estão por todo o lado – na vida real (infelizmente), na literatura e no cinema também. Muitas são suas faces, alguns são famosos, outros nem tanto, mas o que importa aqui são os seriais de Agatha Christie!

Antes de começarmos a falar deste post, gostaria de explicar o que é um assassino em série ou serial killer:
Existem basicamente dois tipos de serial killers: os do "tipo organizado", sujeitos que normalmente exibem inteligência normal e conseguem se inserir bem à sociedade, são muito mais difíceis de serem pegos, visto que planejam seus crimes, não costumam deixar provas e podem ter uma vida aparentemente normal com esposa/marido, filhos e emprego, muitas vezes de alto nível, podem chegar mesmo a concluir nível superior.

Bom, já demos uma breve explicação para o assassino em série e vamos colocá-lo no seu devido lugar (pelo menos neste post): Agatha Christie e seu livro mais famoso, vendido e maravilhoso: O caso dos dez negrinhos / E não sobrou nenhum. Como nem todos leram essa belezura, eu vou tentar não dar spoilers, mas não posso evitar: este livro contém muitas mortes.

Mas quem leu, gostou muito e é inegável  que ele é maravilhoso, mesmo com todas as mortes. Elas ali estão presentes de todas as formas – venenos, facas, cordas... e por aí vai. É muito variado, mas mesmo assim podemos encaixá-lo no perfil que descrevemos acima: organizado. Para quem não conhece a história, eis uma breve sinopse:


Dez pessoas são convidadas para um fim de semana em uma ilha por um desconhecido que eles pareciam conhecer, mas não tinham bem certeza – alguns para trabalhar, outros para se “divertirem”... Ao final do primeiro dia, no jantar, uma voz começa a sair de um disco que começou a tocar na sala ao lado; esta voz é acusadora, revelando nominalmente o caso em que cada um estava envolvido com mortes em seu passado – direta ou indiretamente. Todos começam a ficar apavorados e negam suas participações em tais ocorrências, mas isso não vai impedir seus destinos. Naquela mesma noite as mortes já começam e cada um começa a desconfiar do outro, pois como estão todos isolados da ilha pelo mau tempo, imagina-se que o assassino esteja entre eles. Ao cabo dos dias, todos estarão mortos. Coisa mais planejada em cada detalhe, com requintes de crueldade – afinal todos que ali morrerão saberão pelo que estão pagando. 


É, sem dúvida, um livro fabuloso e que merece todos os primeiros lugares que tem conseguido. Ela se transcendeu como escritora, se é que isso era possível!

Quando falamos em assassinos em série ou serial killers, costumamos pensar na vida real ou na versão Hollywood – corpos torturados, retalhados e outras situações bizarras. Mas não com nossa querida Agatha. Os assassinatos são suaves (mais ou menos), quase românticos (se isso é possível), mas nada de desagradável como o que vemos por aí (tipo o Jack, o estripador).

Mas não foi só neste livro que um assassino deste tipo esteve presente. Este foi somente o mais famoso. Em Testemunha Ocular do Crime, a Srta. Fullerton foi somente mais uma – a quinta – de um criminoso que ela teve a infelicidade de identificar.






A Srta. Fullerton está indo à Scotland Yard para denunciar um criminoso que ela tem certeza que é o culpado por quatro assassinatos e no caminho conversa no trem com o policial aposentado Luke Fitzwilliam – que pensa que a velha está louca. Mas quando sabe no dia seguinte que a Srta. Fullerton morreu atropelada antes de chegar ao seu destino, Luke sabe que não terá a paz desejada.





Eu realmente nunca fiz as contas, mas acho que dá para colocar na conta de Agatha Christie mais de 100 mortes (todo livro tem pelo menos uma, são mais de 80 e só nos dois citados acima são 15... então minha conta deve estar certa!). Logo ela com aquela carinha simpática! J  Existem outros livros que tem também mais de dois assassinatos (o que caracteriza o assassino em série), mas a nossa lista seria interminável!


Bem, com tantos assassinatos assim e com pelo menos dois assassinos seriais, estamos quase no fim da nossa série especial sobre os 125 anos de Dame Agatha Christie! Até semana que vem!


Abraços literários!


Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Que de mais encontrar esse post! Estava procurando alguns livros da Agatha Christie para ler e suas dicas foram super bem vindas! Ótimo texto :)
    Beijos, Helo.
    http://anneandcia.blogspot.com.br/2015/10/resenha-os-olhos-do-dragao-stephen-king.html

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  2. eu amei esse post. E vou confessar tristemente que nunca li nada da Agarha. INFELIZMENTE.
    Mas pretendo ler em breve e seu post me deixou ainda mais animada

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