Resenha: A Ilustre Casa de Ramires (Eça de Queirós)

A Ilustre Casa de Ramires
Eça de Queirós

Editora: Ediouro
Páginas: 200
Edição: 20. ed, publicada em 2000



Sinopse: O Portugal que surge d A Ilustre Casa é ainda uma nação em crise, afinal o país não havia mudado. Com a galeria de personagens eciana ganha o primeiro, e talvez único, herói positivo: Gonçalo Mendes Ramires. A narrativa desenha a trajetória desse fidalgo decadente que busca resgatar a ancestralidade perdida, através da composição de uma novela medieval que revive tempos gloriosos de Portugal e dos Ramires. Tanto lá - na Idade Média - como cá - no presente da ação, Portugal e os Ramires se confundem, seja no trilho do passado, seja na mediocridade do presente. O futuro do país, proposto com ênfase ufanista, vem sublinhado pela regeneração do herói, restaurado em sua origem. Os conflitos e soluções vividos por Gonçalo correspondem pois aos dramas e anseios da nação portuguesa, o que faz da personagem e símbolo de um povo Gonçalo Ramires é uma das mais brilhantes figuras da literatura de língua portuguesa, pois logra ser a um só tempo indivíduo e coletividade, ser em si e ser-outro, diagrama e natureza, ironia e paixão.

Eça de Queirós (ou Eça de Queiroz? As duas formas são encontradas...) dispensa maiores apresentações. Mais de um século após sua morte, o nome ainda tem uma força impressionante. E sua obra é de qualidade inquestionável. São mais de vinte livros publicados, em três fases distintas. A primeira é a romântica, onde se encontra O Primo Basílio. A fase seguinte, realista, traz obras fundamentais, como O Crime do Padre Amaro o Os Maias. A Relíquia, outro grande clássico, embora um pouco menos conhecido, pertence a esse período.


A última fase do autor é mais imaginativa, testando os limites do texto literário, mas sem perder a criticidade em relação à sociedade, embora permeada de um idealismo que não se notava anteriormente. É nesta que entra o livro aqui resenhado, A Ilustre Casa de Ramires, última obra publicada em vida (embora em fascículos, inicialmente. A obra completa e encadernada viria após sua morte), em 1900, exatamente o ano de seu falecimento. Nessa terceira fase, o escritor já pega mais leve nas críticas à aristocracia portuguesa. A mordacidade ainda está ali, mas mais sutil, e isso talvez se explique pelo seu casamento com a filha de um Conde. De qualquer forma é notável a diferença, até de estilo, em relação às fases anteriores, acalmando sua verve revolucionária e indo de encontro à aristocracia que tanto criticou.

Bem, sobre a obra em si, o que pude sentir é que há um grau de dificuldade extra em sua leitura, logo no início. Na edição que eu tenho, de 2000, da Ediouro, são 200 páginas. Praticamente as 50 primeiras são uma luta para vencer, pela dificuldade que o texto apresenta, com uma gama de palavras absolutamente incomuns em nossos tempos, e pelas longas e exageradas descrições de cenários. Confesso: eu, que raramente largo um livro no meio, pensei várias vezes em desistir da leitura. Isso dito por um fã de Eça!

Porém, sou chato e persistente. Fui caminhando, linha a linha, parágrafo a parágrafo. Até que as coisas foram clareando. O texto se torna mais enxuto e simples à medida que os diálogos aparecem. E a história se delineia de uma forma bastante divertida. Gonçalo Mendes Ramires busca reviver as glórias de seus antepassados, através do reconhecimento público como um grande político. Para isso, ele precisa superar desavenças e se aliar a um inimigo. O problema é que o Gonçalo é um rapaz cheio de contradições, e tem um tanto de amargura. Essencialmente covarde, sua desonestidade intelectual o leva a fazer coisas que detesta para tentar ascender socialmente. Ao mesmo tempo em que muda de partido e troca de amigos, escreve a gloriosa saga de sua família guerreira. Trechos deste romance são pinçados na obra. Confesso que essa é a parte mais chata, pois as descrições são duríssimas de ler. A linguagem é excessivamente gongórica (não sabe o que é gongórico? Pois é, é mais ou menos por aí), embora seja proposital. É a cara de Gonçalo essa arrogância épica com que traveste seus antepassados, e os textos chegam a ser comicamente ridículos. Mas, definitivamente, quase ilegíveis. Note-se que a história narrada pelo Ramires é patética. Gasta-se dezenas de páginas para descrever uma historieta que poderia ser resolvida em meia dúzia de parágrafos. O prolixo Gonçalo se aferra aos menores detalhes para produzir um texto que endeusa seus antepassados. Claro que isso é uma típica ironia eciana.

Esta obra tem alguns problemas facilmente identificáveis. O mais visível, a meu ver, é a linguagem utilizada em alguns momentos. As descrições devem ser lidas com um dicionário à mão, coisa que poucos tem paciência para fazer. Não acho que os mais jovens sejam suficientemente persistentes para encarar a missão. Outro problema é a temática, bastante regional e histórica, e que certamente, hoje, desperta pouquíssimo interesse na maioria dos fãs de livros. Resumindo: é um livro para poucos.

Porém, os poucos que persistirem serão premiados com uma história quase boba, mas de refinadíssimo senso de humor. O nosso anti-herói Gonçalo Ramires é definitivamente uma figura. Invejoso e extremamente ciumento, tem grande dificuldade em lidar com derrotas, e lança mão das mentiras mais descaradas para justificar seus atos. Também sofre de uma ansiedade absoluta. Completamente incapaz de lidar com seus sentimentos. Sempre tenso, sentindo-se traído e sacaneado a capa passo. É um personagem com ares de realidade, sem um traço sequer de fantasia. A imersão nessa obra nos leva a uma Portugal em crise, com seus aristocratas e suas pessoas simples, gente do campo, que veem os políticos como deuses e salvadores. Aqui cabe até uma crítica ao sistema político que vigorava naquela Portugal, e que parece não querer nos abandonar. Os "homens públicos" daqueles tempos, grandes latifundiários, naturalizavam a noção de "donos da terra", incluindo os cidadãos menos favorecidos. Estes, por sua vez, com sua eterna síndrome de capacho, também consideram natural estarem abaixo dos "senhores" de outrora. As coisas demoram a mudar. E, de fato, aqui no nosso Brasil varonil, continuamos reféns de grupos políticos e familiares que se perpetuam no poder, sem que se mova um dedo para acabar com isso. Em praticamente todos os estados, e em cada município, grande ou pequeno, há "coronéis" conduzindo as vidas de pessoas que muitas vezes nem percebem estar sendo usadas. A essência dessa forma política em nada foi alterada em todo esse tempo. O paternalismo velho de guerra, invencível e acachapante. Num trecho, à página 182, quando o fidalgo, em campanha, visitava seus potenciais eleitores, verificamos isso: "O fidalgo ria, beijocava pequenadas encardidas, apertava mãos ásperas e rugosas como raízes, acendia o cigarro à brasa das lareiras, conversando, com intimidade, mas moléstias e dos derriços." Notemos, pois, que o estado de coisas não se alterou em tantas décadas...

Os diálogos são prodigiosos. Eça tem grande facilidade em construir conversas reproduzíveis mentalmente, como se estivéssemos em uma sala de cinema, ou ainda melhor, na sala onde as tretas se desenrolam.

Gonçalo é, pois, o retrato acabado de Portugal, com suas delícias e contradições da época, na visão do escritor.

Conclusão: a obra é para quem gosta de romances históricos e se identifica em algum nível com o tema (no caso, a Portugal de um século atrás). Os fãs dos livros mais comerciais e de linguagem simples de hoje passarão longe. O texto é árido, muitas vezes. Mas a história é boa, diverte e há bons momentos, embora não seja de tirar o fôlego. É uma obra lenta, de pouquíssima ação, pouco adequada à neurose da modernidade. O próprio Eça tem material bem melhor.


E em homenagem aos nossos irmãos portugueses, deixo aqui o vídeo de uma das mais deslumbrantes canções de outro gênio das artes, o nosso velho e bom Chico Buarque, em composição conjunta com Ruy Guerra. Ela se chama Fado Tropical, e traz uma poética deslumbrante. "Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal / Ainda vai tornar-se um imenso Portugal."








                                                                     

Comentários
54 Comentários

54 comentários:

  1. Olá, acredita que nunca li nenhuma obra do autor? Preciso urgente pegar para ler, quero conhecer mais da escrita desse autor clássico!

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

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    1. Nesse caso, sugiro que comece por Primo Basílio ou Os Maias, ou ainda o Crime do Padre Amaro! :)

      Obrigado pela visita! bjs

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  2. Olá

    Confesso que eu não sabia que esse livro era dele. Os Maias e O Crime do Padre Amaro estão na minha lista. Quase li este último quando ainda estava na escola. Terminei o Ensino Médio, mas ainda quero poder ler. Já degustei Primo Basílio, que eu achei bacana e também um conto presente em uma antologia de contos de horror, A Aia. Gosto de sua escrita, embora ela tenha se tornado um pouco arrastada pra mim em determinados momentos, mas ele tem histórias interessantes. Anotei a dica deste livro.

    Abraço!
    www.umomt.com

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    1. Pois é, o Eça é excessivamente descritivo, o que, em alguns momentos, torna a leitura um pouco maçante. Há obras mais dinâmicas, como O Primo Basílio, e outras, como esta aqui resenhada, que são bem arrastadas. Se você curte clássicos, vale a pena ler sim :) abraço e obrigado pela visita!

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  3. Adicionando alguns títulos do autor na minha lista. Ótimo post, incentivando a cultura.
    Bjs, Isabella
    http://pausaparaconversa.blogspot.com.br/

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  4. Oii, tudo bem?
    Quando era adolescente amava ler clássicos (com o dicionário e tudo), mas Eça não tive o prazer de ler...
    Bjs

    http://a-libri.blogspot.com.br

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    1. Certamente, não se arrependerá de ler O Primo Basílio. Esse nem precisa de dicionário ahahah! ;) Obrigado pelo comentário! bj!

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  5. hahaha Primo Basilio!!! amo esse autor, adorei a resenha, porém esse ainda não li, bjus

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  6. Tenho muita vontade ler O Crime do Padre Amaro, mas ainda não surgiu a oportunidade.
    Pelo que você falou da dificuldade em vencer as páginas iniciais, percebi que não estou no momento para a leitura desse Ilustre Casa de Ramires. Quem sabe mais pra frente? Começarei mesmo com o Padre Amaro!

    Infinitos Livros

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    1. Melhor começar com o Padre mesmo, que dizem ter um texto mais leve, além de ser muito mais clássico que o livro resenhado aqui. Obrigado pela visita :D

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  7. Olá... tudo bem??

    A palavra gongórica não sai da minha cabeça kkkkkkk bom eu não me ligo em clássicos... gostava quando era mais nova... mas hoje em não é algo que me prende... é vergonhoso, mas é fato... a história não me interessou... pra mim ela pareceu bem cansativa... e ler com dicionário do lado é meio complicado rs.... conhecer palavras novas ou não ... é sempre bom... mas esse eu deixo passar... xero!!!

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    1. Essa palavra "gongórica" já tem história aqui no Café com Letras ahahahah!! Obrigado pela visita, e apareça sempre :D bj

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  8. oi. eu já li uma obra do autor, e apesar de tudo eu não achei lá essas coisas.
    infelizmente não tenho interesse sabe =/
    e já não sou mt fã de romance de época, então não me animei pra ler o livro.
    Seguindo o Coelho Branco

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    1. Olá! Dei uma olhada em seu blog e achei realmente muitíssimo interessante, como as resenhas coletivas, por exemplo... bem criativos! E obrigado pelo comentário :)

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  9. Oi Fabiano, tudo bem?
    Ok, vamos lá, risos... Seu texto entrou no clima da leitura ao utilizar palavras pouco usuais, mas eu gostei disso, estou acostumada. Eu sou fã de romances históricos/épicos, quando abro um livro como esse, na verdade, eu espero por esse vocabulário, pois acho peça fundamental para me transportar para a época em que se narra a história. E como comecei a ler esse estilo na escola com as leituras obrigatórias, eu estou habituada a ler com dicionário, o que não sei o significado, eu procuro, como meus professores ensinaram na época. Não sei se as escolas ainda pedem esses livros, alguns foram chatos, mas outros, lembro até hoje, marcaram. Eu não conhecia esse livro do autor, só li o Primo Basílio e o Crime do Padre Amaro, Os Maias eu vi o seriado na TV.
    Sabe, o que mais me fascina nos nossos clássicos é a mente dos autores. Eu ficava fascinada com as explicações dos professores de literatura do vestibular. É uma pena que perdemos essas mentes. Eu não saberia resenhar um clássico, pois estou muito longe de compreender na totalidade a complexidade de qualquer um deles.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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    1. Adorei teu comentário, Cila. Bem desenvolvido, e eu também acho uma pena que as gerações mais novas estejam perdendo contato com nossos clássicos, pois eles nos ensinam muito sobre nossa própria história. A linguagem mais complexa também se deve a alguns fatores como: antiguidade da obra (o idioma era diferente, pois ele é um organismo vivo em constante mudança, e isso dificulta o entendimento dos textos... aí, só estudando mesmo); livros eram, antes de tudo, obras artísticas, sem o viés altamente comercial de hoje, que tornaram os livros cada mais simplórios e repetitivos.
      Muito obrigado pela contribuição e volte sempre! :)

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  10. Olá Fabiano,
    realmente estes livros são para poucos. Eu como sou leitora atual desta década, não consigo encarar um livro de época desta magnitude. Clássicos na verdade não são a minha paria, juro que já tentei mas não foi. Pois você mesmo diz na sua critica o quão é necessário um dicionario para entender tais palavras citadas de uma década atras Não é que seja algo preguiçoso - ou talvez sim - mas o clássico em si faz isso, nos cansa com tanta palavras bem pensadas e bem analisadas.
    Mesmo que a premissa de ambos nos leve a uma historia real, o que já é um motivo valioso para querer ler, eu acabo deixando passar, como citado não sou clássica, mesmo amando romances de época e históricos.
    Parabéns pela critica, você entrou bem no papel do livro para nos mostrar o vocabulário e assim termos um gostinho.

    Beijokas Ana Zuky

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    1. Oi, Ana! Realmente, os clássicos afastam muito gente pelo texto intrincado, o que eu creio ser mais um problema escolar mesmo, pois é delicioso se propor a ler obras cada vez mais complexas. Mas me parece que, nos últimos anos, a formação escolar tem deixado bastante a desejar nesses aspectos. Pode ser impressão minha... ou pode ser meramente uma questão de gosto! Eu confesso que sofri um pouco para ler esse do Eça... embora goste de livros das antigas. :)
      Obrigado pelo comentário, e apareça sempre que quiser! Bjs :)

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  11. Não são muitas as pessoas que fazem resenhas de clássicos em seus blogs, então parabéns pela iniciativa.
    Beijos!
    Samantha Melo
    www.prosasdemenina.com.br

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    1. Pois é, percebo que a maioria dos blogs trabalha mais com livros recentes mesmo... mas isso nem foi proposital. É que resolvi resenhar os autores que eu curto mesmo... rsrs. De qualquer forma, fico surpreso com a quantidade e qualidade dos comentários recebidos nas resenhas. Obrigado pela visita! :)

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  12. Olá! Mesmo na época da escola eu nunca li nada do autor, apesar de sempre ter aulas e mais aulas sobre ele e outros.
    Ainda tenho certo preconceito com livros clássicos, ainda mais os de língua portuguesa. Fico me imaginando lendo essas palavras de difícil entendimento e eu acho que nao seria persistente na leitura, como você foi.
    bjs

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    1. Olá! Este livro do Eça tem uma linguagem particularmente difícil, mas muitos clássicos são bastante diretos e simples. Há livros absolutamente lindos de Machado de Assis e Jorge Amado, por exemplo, que não exigem dicionário, e que nos apaixonam. Mas o Eça tinha lá seus devaneios descritivos mesmo eheh. De qualquer forma, a língua portuguesa tem alguns dos maiores clássicos da literatura universal :)
      Obrigado pela visita! Bjs!

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  13. Olá!
    Você tem muita razão, nós jovens, acostumados com leituras mais leves e descontraídas, temos bastante dificuldade em pegar um livro desse tipo. Se eu me forçar a ler, e ter um dicionário comigo, com certeza conseguirei. O problema é que as coisas que me atraem nessa fase são outras, então dificilmente eu teria persistência necessária pra continuar a leitura :(
    Eu acredito que essa literatura é pra pessoas mais maduras,de 25 pra cima. Do pessoal com menos de 17, raríssimas exceções se atiram numa obra tão grandiosa assim. Mas faz sentido, ainda precisamos de muito intelecto e experiência pra compreender plenamente algo como A Ilustre Casa de Ramires. Só posso continuar aprendendo, e logo mais tentar a leitura.
    PS: Ótima escolha musical. Já Chico Buarque é algo ao nosso alcance, mas nem por isso deixa de ser esse músico fantástico!
    Beijos, Amanda.
    www.expressodenarnia.com

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    1. Pois é, Amanda, eu tive que ler alguns livros desses antigos na época de colégio. Até gostei de alguns, mas fiquei traumatizado com o romance "Senhora", de José de Alencar. Peguei tanta raiva desse livro que nunca mais passei nem perto desse autor... a escola às vezes atrapalha, eheheh. E realmente, é preciso maturidade para ler obras de tal porte. :)

      Obrigado pela visita! :)

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  14. Olá, tudo bom?

    Nunca li nenhum livro do autor. Mas já vi a adaptação cinematográfica do Primo Basílio, e os outros eu sei por nome. Quando tinha aula de literatura a professora nos contava do que se tratavam os livros. Acho que é de extrema importância ler clássicos, porém mesmo pensando assim, eu li poucos.
    A leitura deve ser bem arrastada, como você falou, por conta de palavras que não usamos mais.
    Parabéns a você por ter persistido na leitura.
    Bjs

    www.horadaleitur.blogspot.com.br

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    1. Olá!

      Olha, eu confesso que, nesse caso, eu persisti mesmo por causa do blog, porque a vontade de desistir foi muito, mas muito grande nas primeiras páginas... eheh. Obrigado pelo comentário :)

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  15. Olá Fabiano

    Apesar de conhecer o nome e a importância do autor ainda não li nada dele. Gostei muito da sua resenha, além de ser bem detalhada foi uma aula de Literatura.
    Abraços

    www.estantejovem.com.br

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    1. Oi, Paulo, beleza? :)

      Obrigado pelo elogio! Aula talvez seja exagero rs, mas quando resenhamos livros históricos, é inevitável dar uma boa pesquisada antes ;)

      Grande abraço e apareça sempre que puder :)

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  16. Olá!! tudo bem?? Meu primeiro, e confesso que único, contato com Eça foi na época do vestibular em 2004 com O primo Basílio! Era leitura obrigatória e eu, uma apaixonada por livros, não estava animada com as leituras obrigatórias! Encarei achando que era estudo mas me surpreendi e adorei o livro!!! A Ilustre casa de Ramires eu ainda não li, das dificuldades que você citou acho que eu não teria tanta paciência para passar 50 páginas com o dicionário na mão, não gosto de nada que corte o ritmo da minha leitura, mas entendo a importância que é para melhora no vocabulário! Quanto ao contexto histórico, para mim é um ponto a favor, eu simplesmente AMO! Com certeza é uma dica anotada!!

    Beijos,

    Mari
    cantinhodeleituradamari.blogspot.com.br

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    1. É, o Primo Basílio é um livro mil vezes mais fluído, e com uma história bem mais cativante. Mas a Ilustre Casa tem seus atrativos, e quando estiver inspirada, leia, que creio que vale a pena. :)

      Valeu pelo comentário, e volte sempre! :D

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  17. Oie, tudo bom?
    Eu nunca li Eça de Queiróz, nem mesmo na época do vestibular ou da escola. Uma das minhas metas de 2015 é chutar a preguiça e ler mais livros clássicos da literatura brasileira. Sempre rola essa dificuldade com a narrativa mais antiga, mas estou disposta a encarar.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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    1. Olá! Se você tem mesmo vontade de jogar a preguiça pra escanteio e ler clássicos esse ano, recomendo muito que não comece pela ilustre casa rsrsrs. Provavelmente a preguiça voltaria :P

      Bjão e apareça sempre :)

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  18. Oie, Fabiano!
    Eu realmente acho difícil ler clássicos. Talvez se tivesse sido iniciada na leitura com algum nacional clássico, achasse mais fácil de encarar o Eça, por exemplo. Mas até mesmo quando deveria ler obrigatoriamente para o vestibular, não li. Entrei na faculdade sem ter lido nada além de Machado de Assis (O Cortiço), e por pura diversão... Gosto mesmo é das aventuras épicas, das fantasias, e não sei se um dia encararia um livro como o da sua resenha. Mas peço que continue resenhando clássicos e espalhando cultura, porque nem todos são cabeça dura como eu e suas palavras podem incentivar mais gente a valorizar nossa literatura.
    Com carinho,
    Celly.

    Me Livrando

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    1. Oi, Celly! :) Eu estava quase achando que você não comentaria essa resenha... mas não falha nunca, e sempre comenta nossos posts :D eu não sei sua idade, mas suponho que seja nova, por isso não se interesse por livros mais antigos ainda. Pode ser que isso mude com o passar do tempo, mas de qualquer forma, você tem um gosto já bem definido. E falando em fantasia, a Ivy resenhou a obra As Brumas de Avalon, super clássico da Fantasia. Dê uma olhada lá! :)

      Obrigado pela visita, e volte sempre :)

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  19. Olá, realmente não sei se conseguiria lê-lo pelo fato de ter muitas palavras incomuns e da primeira parte do livro ser um pouco difícil de ler =/

    Visite "Meu Mundo, Meu Estilo"

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    1. Olá! Conseguir, você consegue, mas pode ser meio sofrido mesmo... rs. Entrei eu seu blog e reparei que você resenhou um de meus livros preferidos, o guia do mochileiro das galáxias! Já vou lá comentar rs. Obrigado pela visita e nos acompanhe sempre :)

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  20. Do autor só lo O Primo Basílio e O crime do padre Amaro, e gostei dos dois. Dessa fase em que o livro da resenha se insere, não conheço nada. Essas 50 primeiras páginas me desanimaram, acabei de ler um livro em que briguei com a linguagem no início e não pretendo repetir a experiência tão cedo. Me pareceu mesmo um livro para poucos, sendo que não estou incluída entre eles.

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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    Respostas
    1. Oi, Ju! Não seja dramática, rsrsr. O livro pode ser pra poucos, mas você, como leitora voraz, certamente encararia numa boa! :) Mas as primeiras páginas realmente desanimam mesmo... trolagem pura do nosso mestre Eça :P

      Bjs e obrigado pelo comentário! :D

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  21. Oiii
    Eu não sabia que esse livro era do Eça de Queirós. Eu tenho O Crime do Padre Amaro, que comprei quando ainda estava no Ensino Médio, mas acabei não lendo. Mas um dia pretendo lê-lo, assim como esse que entrou para a minha listinha.
    Parabéns pela resenha!

    Beijos
    http://www.sacudindoaspalavras.com.br/

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    1. Pois é, Denise, esse é um livro um pouco menos conhecido do Eça, e certamente bem menos popular. É inferior mais mais famosos, mas ainda assim tem a qualidade literária que se espera dele. :)

      Obrigado pelo comentário! bjs

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  22. Olá, obrigada pela aula de literatura. Li Eça de Queirós há anos no curso de Letras, infelizmente tive que mudar totalmente a minha vida e abandonei o curso e de lá pra cá nunca mais li nada tão clássico. Gostei de relembrar os velhos tempos.

    Abraços quentinhos!

    Patty Santos
    Blog Coração de Tinta

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    Respostas
    1. Oi, Patty! Obrigado pela mensagem e elogios. Aula é um pouco de exagero, mas agradeço rs. Dei uma olhada em seu blog e gostei muito do visual, bem leve! :) Bjão e volte sempre

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  23. Oi, tudo bem?
    Eu nunca li nada do Eça de Queiroz, embora tenha Os Maias há uns 6 ou 7 anos, rs. Ele realmente dispensa comentários, e mesmo não conhecendo diretamente suas obras, conheço algumas histórias por meio das adaptações.
    Realmente, ao ler livro mais antigos assim, é comum nos depararmos com dificuldade para entender a linguagem. Por mais que as editoras adaptem, não dá pra mexer muito nisso, senão os livros perdem sua personalidade. Esse é um dos motivos de eu não ter lido Os Maias até hoje,r s
    beijos
    http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Bruna! Obrigado pelo comentário! Pois é, muita gente conhece o Eça mesmo sem ter lido nada dele. As obras dele estão por aí, em filmes e seriados. :) Isso é imortalidade artística... rs. Bjos e volte sempre! :)

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  24. Faz tanto tempo que não leio nada do autor, mas lembro que na época de escola não gostava muito dos textos dele, não tinha maturidade suficiente para entendê-los. Este eu não cheguei a ler.
    Bjs, Rose

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    Respostas
    1. Bem isso, Rose, quando somos muito jovens, esse tipo de texto é particularmente difícil... obrigado pelo comentário!! :) bj

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  25. Oie
    Nunca li um livro do autor, mas já conhecia. Quem nunca ouviu falar dele?
    Confesso que meu único receio pra ler é esse, a escrita mais... pesada. Complexa.
    Um livro que tem muito detalhe em descrições é o senhor dos anéis. Hoje, sou fã declarada, mas até pegar o tirmo da leitura... Foi uma batalha e tanto.
    Com certeza ainda irei ler um livro dele, talvez esse mesmo. Anotei o título e vou ver se até o fim do ano procuro ele em alguma biblioteca.
    Beijos

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    1. Olha, depois de ler a Ilustre Casa, acho que Senhor dos Anéis se torna até light rsrsr. Obrigado pela visita e volte sempre ;) bjão!

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  26. Olá tudo bem?
    Bom vou ter que confessar que nunca li nada do autor, já assisti algumas interpretações em teatro e já ouvi falar (e muito), já estudei também, mas nunca tive a curiosidade de ler. A verdade é que o clássico me repele, não sei porque, afinal dos poucos que li gostei muito, muito mesmo. Esse ano vou me aprofundar mais no estilo machadiano e em alguns outros clássicos e esse já entrou para a lista.
    Abraços, Carlos.

    http://blogchuvadeletras.blogspot.com.br/

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    1. É, os clássicos passam talvez a ideia de possuírem uma linguagem mais pesada, o que assusta um pouco. Porém, nem todos são assim. Alguns descem redondo :) Volte sempre que quiser, e obrigado pelo comentário! :)

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  27. Olá, como vai? Confesso que não conheço nenhuma obra do autor e nem mesmo o próprio autor, infelizmente. No momento não seria o oportuno, mas quem sabe futuramente leio a obra e tiro minhas conclusões.
    Beijos, sucesso.

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    Respostas
    1. Isso aí! :) valeu pelo comentário, volte sempre ;)

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