Resenha: A Criança Roubada.

Oi gente!! Hoje eu quero sugerir a vocês uma leitura que me rendeu boas horas de fantasia. Vem comigo que mostro porque indico este livro.

A Criança Roubada

Keith Donohue


Editora: Alfaguara
Páginas: 362
Publicação: 2008

Sinopse: A criança roubada é uma emocionante fábula sobre os desafios da vida. Henry Day tem 7 anos quando foge de casa e se esconde na floresta. Só que ele não sabe que é seguido de perto por pequenos seres que vivem na mata e, de tempos em tempos, roubam a identidade de uma criança humana.Rebatizado de Aniday, Henry ficará para sempre aprisionado no corpo de um desses seres, a não ser que, algum dia, consiga roubar o lugar de um garoto. Aniday cresce em espírito, lutando para se lembrar da vida e da família que deixou para trás, e busca se adaptar à terra de sombras em que se encontra, ameaçada constantemente pelo avanço do mundo moderno. Enquanto isso, em seu antigo lar, um duplo assume sua personalidade, ocultando sua verdadeira natureza. Aos poucos, no entanto, essa criatura demonstra uma rara habilidade musical — que o verdadeiro Henry jamais teve —, e suas exibições impressionantes no piano levam o pai a suspeitar que o filho que está criando é um impostor. À medida que cresce, esse novo Henry Day é assombrado por lembranças tênues, mas persistentes, de uma outra vida, que levou há mais de um século, antes de ter se tornado um desses seres da floresta. São memórias que o farão ir em busca de sua verdadeira identidade, da mesma forma que, na mata, Aniday tentará reconstruir seu passado. Nessa jornada, eles nem sequer pressentem que seus destinos irão se cruzar mais uma vez.


“A Criança Roubada” é a primeira obra de Keith Donohue e sua estreia no mundo literário não poderia ser mais genial. A narrativa do autor transborda em qualidade e conteúdo. Você alguma vez já perguntou quem você é? Ou no que a vida transformou você? Essa parece ser a grande premissa da fábula criada pelo autor. Ops! Aqui vale a ressalva, não se engane com a palavra fábula. “A Criança Roubada” não está cheia de elfos, duendes e fadas. Não, é uma trama dramática e emocionante.

A trama conta a história de dois personagens, que tem suas vidas entrelaçadas. Henry Day é uma criança de 7 anos que ao fugir para floresta próxima de sua casa é sequestrado por por um hobgoblins – ou changelings (do inglês “to change” = “trocar”), criaturas mágicas da floresta, ou como eles mesmo se descrevem, pequenos diabretes, que um dia foram crianças e esperam para poder ocupar o lugar de outra criança quando chegar a vez. A criatura assume a forma de Henry Day e também a sua vida, já o sequestrado passa a viver na floresta onde é chamado de Aniday. A partir daí Keith cria duas linhas de história que aos poucos se ligam até juntarem-se totalmente, alternando os capítulos com a narrativa dos dois personagens.


Nos deparamos com as dificuldade e prazeres do amadurecimento dos dois personagens, e as angústias pela busca de suas identidades. Aniday é obrigado a se adaptar a sua nova condição em um mundo no qual foi jogado involuntariamente, aprendendo a usar seus novos poderes e tentando a todo custo manter o que resta de sua memória. Ao passo que o novo Henry Day, se empenha em descobrir quem foi em sua vida anterior, quando ainda não havia se tornado um Changeling, tentando reviver uma história de vida que já não existe. Se vendo obrigado a viver entre a réplica que virou e a vida de que já possuiu.



O desenrolar da trama é profundamente rico e emocionante. O grande trunfo do autor é nos conduzir a uma identificação instantânea com os sentimentos dos personagens que são intrinsecamente humanos, ao passo que nos lembra a cada página que se trata de um conto de fadas, de um universo mágico.


Mesmo os não amantes de fantasia teriam prazer na leitura desta trama bem construída, cheia de aventura e emoções intensas. 












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